Resumo Cobertura de Mamógrafos do SUS para Mulheres de 50 a 69 anos nas Regiões de Saúde do Espírito Santo em 2024

Autores

  • Luranes Batista da Conceição Diretoria de Vigilância em Serviços de Saúde, Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG e Diretoria de Vigilância em Serviços de Saúde, Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG
  • Alexandre Vilaça Silva Departamento de Anatomia e Imagem, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG e Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear, Comissão Nacional de Energia Nuclear, Belo Horizonte, MG.
  • Carolina Carvalho Freitas Departamento de Anatomia e Imagem, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG e Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear, Comissão Nacional de Energia Nuclear, Belo Horizonte, MG.
  • Lucas Henrique da Silva Rocha Departamento de Anatomia e Imagem, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG.
  • Leandro de Abreu Viera Diretoria de Vigilância em Serviços de Saúde, Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG.
  • Flavia Adriana dos Reis Silva Diretoria de Vigilância em Serviços de Saúde, Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG e Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear, Comissão Nacional de Energia Nuclear, Belo Horizonte, MG

DOI:

https://doi.org/10.70745/bjrtr.v2.113

Palavras-chave:

Mamografia, SUS, Rastreamento, Câncer de mama, Políticas públicas

Resumo

O câncer de mama é o tipo mais incidente entre mulheres no Brasil [1]. A mamografia bienal em mulheres de 50 a 69 anos é recomendada pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA) como principal estratégia de rastreamento [2]. Essa ação integra o Sistema Único de Saúde (SUS), orientado pelos princípios de universalidade, integralidade e equidade previstos na Lei nº 8.080/1990 [3]. No Espírito Santo, estimam-se cerca de 900 novos casos anuais entre 2023 e 2025, o que reforça a necessidade de uma rede diagnóstica adequada [2]. Este estudo analisou a distribuição de mamógrafos no Espírito Santo em 2024, com ênfase nos vinculados ao SUS em relação à população-alvo. Trata-se de um estudo quantitativo, baseado em dados secundários extraídos do TABNET/DATASUS sobre estabelecimentos com equipamentos SUS e equipamentos existentes, além de estimativas populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o mesmo período [4,5,6]. O estado possui 78 municípios, agrupados em três regiões de saúde conforme a Resolução CIB nº 153/2020 [7]. Foram calculadas as razões de equipamentos por 100 mil mulheres e a proporção de aparelhos SUS aos existentes no estado. Em dezembro de 2024, o Espírito Santo dispunha de 89 mamógrafos, sendo 34 vinculados ao SUS, distribuídos em apenas 20 municípios, correspondendo a 25,6% dos equipamentos existentes para atender 457.927 mulheres na faixa etária-alvo. A razão de oferta estadual foi de 7,4 equipamentos SUS/100 mil mulheres e 19,4 equipamentos existentes/100 mil mulheres. Verificou-se que a região Central Norte apresentou a maior cobertura (17,3 SUS/100 mil), enquanto a Metropolitana, que concentra mais de 270 mil mulheres, registrou apenas 3,3/100 mil. A diferença entre a oferta de equipamentos SUS e o total foi de 12,2 por 100 mil, evidenciando barreiras de acesso relacionadas à distância e à dinâmica socioeconômica regional. Embora o Espírito Santo possua um número absoluto relevante de mamógrafos, a baixa participação dos vinculados ao SUS compromete o acesso da população usuária do sistema público. Essa discrepância representa um obstáculo ao cumprimento dos princípios de equidade e integralidade do SUS [3]. Torna-se necessário reorientar a alocação tecnológica e ampliar a rede pública, adotando critérios técnicos de distribuição compatíveis com as diretrizes nacionais, de modo a garantir detecção precoce do câncer de mama de forma justa entre as regiões do estado [2].

Biografia do Autor

Luranes Batista da Conceição, Diretoria de Vigilância em Serviços de Saúde, Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG e Diretoria de Vigilância em Serviços de Saúde, Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG

Discente do curso de Tecnologia em Radiologia na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atua como estagiária na Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, na Subsecretaria de Vigilância em Saúde, vinculada à Diretoria de Vigilância em Serviços de Saúde (DVSS).

Alexandre Vilaça Silva, Departamento de Anatomia e Imagem, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG e Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear, Comissão Nacional de Energia Nuclear, Belo Horizonte, MG.

Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Belo Horizonte (FACISA-BH) em 2015. Atualmente é discente do curso de Radiologia na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e bolsista de Iniciação Científica pelo segundo ano consecutivo no Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN). Atua no Laboratório de Imagem Molecular (LIM/CDTN), na linha de pesquisa em micro PET-CT pré-clínico, com ênfase no uso de fantomas cilíndricos para calibração e controle de qualidade de equipamentos.

Carolina Carvalho Freitas, Departamento de Anatomia e Imagem, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG e Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear, Comissão Nacional de Energia Nuclear, Belo Horizonte, MG.

Acadêmica de graduação do curso de Radiologia na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e bolsista de Iniciação Científica no Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN).

Lucas Henrique da Silva Rocha, Departamento de Anatomia e Imagem, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG.

Acadêmico de graduação do curso de Radiologia na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Leandro de Abreu Viera, Diretoria de Vigilância em Serviços de Saúde, Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG.

Graduado e mestre em Física pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), possui especialização em Microfabricação de Circuitos Integrados (2007) e em Física Médica pela Escola Politécnica Federal de Zurique (ETH Zürich), Suíça (2012). Doutor em Ciências das Radiações pelo Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN), com defesa concluída em 2021. Desenvolve atividades nas áreas de revestimentos (coatings), caracterização de materiais por difração de raios X, análise de amostras industriais e acadêmicas, radioproteção aplicada a ambientes médicos e hospitalares (com ênfase em feixes de baixa e alta energia), bem como em garantia da qualidade em imagenologia médica. Desde 2014, atua na Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, na Diretoria de Vigilância em Serviços de Saúde, e integra o corpo docente da Faculdade IPEMED de Ciências Médicas de Minas Gerais.

Flavia Adriana dos Reis Silva, Diretoria de Vigilância em Serviços de Saúde, Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG e Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear, Comissão Nacional de Energia Nuclear, Belo Horizonte, MG

Graduada em Tecnologia em Radiologia pelo CEFET-MG, com especialização em Proteção Radiológica pela FUMEC e mestrado em Ciência e Tecnologia das Radiações, Minerais e Materiais pelo CDTN. Servidora pública estadual, atua na Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais, na Vigilância Sanitária, como especialista em políticas e gestão da saúde e coordenadora do Programa Estadual de Controle da Qualidade em Mamografia (PECQMamo). É docente no curso Superior de Tecnologia em Radiologia da FACSETE. Possui experiência nas áreas de radiologia médica, saúde coletiva e controle de qualidade em radiodiagnóstico.

Publicado

12-03-2026

Como Citar

Batista da Conceição, L., Vilaça Silva, A., Carvalho Freitas, C., da Silva Rocha, L. H., de Abreu Viera, L., & dos Reis Silva, F. A. (2026). Resumo Cobertura de Mamógrafos do SUS para Mulheres de 50 a 69 anos nas Regiões de Saúde do Espírito Santo em 2024. Brazilian Journal of Radiation Technology Research (ISSN 2966-4292), 2(01). https://doi.org/10.70745/bjrtr.v2.113

Edição

Seção

Resumos do Congresso Nacional de Radiologia