Resumo Cobertura de Mamógrafos do SUS para Mulheres de 50 a 69 anos nas Regiões de Saúde do Espírito Santo em 2024
DOI:
https://doi.org/10.70745/bjrtr.v2.113Palabras clave:
Mamografia, SUS, Rastreamento, Câncer de mama, Políticas públicasResumen
O câncer de mama é o tipo mais incidente entre mulheres no Brasil [1]. A mamografia bienal em mulheres de 50 a 69 anos é recomendada pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA) como principal estratégia de rastreamento [2]. Essa ação integra o Sistema Único de Saúde (SUS), orientado pelos princípios de universalidade, integralidade e equidade previstos na Lei nº 8.080/1990 [3]. No Espírito Santo, estimam-se cerca de 900 novos casos anuais entre 2023 e 2025, o que reforça a necessidade de uma rede diagnóstica adequada [2]. Este estudo analisou a distribuição de mamógrafos no Espírito Santo em 2024, com ênfase nos vinculados ao SUS em relação à população-alvo. Trata-se de um estudo quantitativo, baseado em dados secundários extraídos do TABNET/DATASUS sobre estabelecimentos com equipamentos SUS e equipamentos existentes, além de estimativas populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o mesmo período [4,5,6]. O estado possui 78 municípios, agrupados em três regiões de saúde conforme a Resolução CIB nº 153/2020 [7]. Foram calculadas as razões de equipamentos por 100 mil mulheres e a proporção de aparelhos SUS aos existentes no estado. Em dezembro de 2024, o Espírito Santo dispunha de 89 mamógrafos, sendo 34 vinculados ao SUS, distribuídos em apenas 20 municípios, correspondendo a 25,6% dos equipamentos existentes para atender 457.927 mulheres na faixa etária-alvo. A razão de oferta estadual foi de 7,4 equipamentos SUS/100 mil mulheres e 19,4 equipamentos existentes/100 mil mulheres. Verificou-se que a região Central Norte apresentou a maior cobertura (17,3 SUS/100 mil), enquanto a Metropolitana, que concentra mais de 270 mil mulheres, registrou apenas 3,3/100 mil. A diferença entre a oferta de equipamentos SUS e o total foi de 12,2 por 100 mil, evidenciando barreiras de acesso relacionadas à distância e à dinâmica socioeconômica regional. Embora o Espírito Santo possua um número absoluto relevante de mamógrafos, a baixa participação dos vinculados ao SUS compromete o acesso da população usuária do sistema público. Essa discrepância representa um obstáculo ao cumprimento dos princípios de equidade e integralidade do SUS [3]. Torna-se necessário reorientar a alocação tecnológica e ampliar a rede pública, adotando critérios técnicos de distribuição compatíveis com as diretrizes nacionais, de modo a garantir detecção precoce do câncer de mama de forma justa entre as regiões do estado [2].



