Resumo Distribuição de Mamógrafos do SUS em Minas Gerais em 2024: Análise da Cobertura em Relação à População-Alvo

Autores/as

  • Luranes Batista da Conceição Universidade Federal de Minas Gerais
  • Alexandre Vilaça Silva Departamento de Anatomia e Imagem, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG e Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear, Comissão Nacional de Energia Nuclear, Belo Horizonte, MG.
  • Carolina Carvalho Freitas Departamento de Anatomia e Imagem, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG e Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear, Comissão Nacional de Energia Nuclear, Belo Horizonte, MG.
  • Laila Fernanda Moreira de Almeida Moreira de Almeida Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear, Comissão Nacional de Energia Nuclear, Belo Horizonte, MG.
  • Leandro de Abreu Vieira Diretoria de Vigilância em Serviços de Saúde, Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG.
  • Flavia Adriana dos Reis Silva Diretoria de Vigilância em Serviços de Saúde, Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG e Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear, Comissão Nacional de Energia Nuclear, Belo Horizonte, MG

DOI:

https://doi.org/10.70745/bjrtr.v2.111

Palabras clave:

Mamografia, Sistema Único de Saúde, Minas Gerais, Distribuição geográfica, Equidade em saúde

Resumen

A mamografia é considerada o método de referência para a detecção precoce do câncer de mama, possibilitando a identificação de alterações antes do surgimento de manifestações clínicas [1]. No Brasil, o rastreamento é recomendado para mulheres assintomáticas entre 50 e 69 anos, com periodicidade bienal, conforme as Diretrizes Nacionais do Instituto Nacional de Câncer (INCA) [2,3]. Entre 2023 e 2025, foram estimados 73.610 novos casos da doença no país, sendo 7.670 em Minas Gerais [4]. Nesse contexto, torna-se imprescindível avaliar a disponibilidade de mamógrafos no Sistema Único de Saúde (SUS), cuja organização se fundamenta nos princípios de universalidade, integralidade e equidade, orientando também a política nacional de rastreamento [5]. O presente trabalho tem como objetivo analisar a distribuição de mamógrafos vinculados ao SUS em Minas Gerais em 2024, relacionando a oferta de equipamentos à população-alvo.      A pesquisa utilizou abordagem quantitativa baseada em dados secundários provenientes do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES/DATASUS) [6,7] e. estimativas populacionais obtidas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o mesmo período [8]. Foram compiladas informações referentes a 853 municípios, organizados em 28 regionais de saúde, conforme a Resolução nº 9.224/2023 da Secretaria de Estado de Saúde [9]. Os indicadores avaliados incluíram o número de mamógrafos existentes no estado e os vinculados ao SUS, a razão de equipamentos por 100 mil mulheres, além das diferenças entre as ofertas regionais dos aparelhos públicos e existentes.     Os resultados mostraram que, em dezembro de 2024, havia 293 mamógrafos do SUS em funcionamento, distribuídos em apenas 139 municípios, correspondendo a 16,3% dos equipamentos existentes. Considerando a população-alvo de 2.499.653 mulheres, a razão de oferta foi de 11,7 equipamentos SUS por 100 mil mulheres, enquanto os existentes alcançaram 24,0. A média por regional foi de 10,5 mamógrafos SUS, contra 21,4 equipamentos totais. A diferença média entre a oferta SUS e a existentes foi de 13,3 por 100 mil mulheres, revelando que quase metade dos equipamentos não estava disponível para o atendimento público. Em termos de distribuição, Belo Horizonte concentrou 21,3% dos equipamentos SUS, enquanto regionais como Januária, Pouso Alegre e Governador Valadares apresentaram as menores razões de cobertura, todas inferiores a 5 por 100 mil mulheres. Além disso, o percentual de mamógrafos destinados ao SUS em relação ao total variou significativamente, de 27,2% em Uberlândia a 83,3% em Pedra Azul. A análise evidencia que, apesar de Minas Gerais possuir número expressivo de equipamentos, a distribuição é heterogênea. Esse cenário pode comprometer a equidade e a integralidade no rastreamento mamográfico [2,3,5]. Contudo, a discrepância indica a necessidade de revisão das políticas de alocação de recursos, com vistas a garantir maior homogeneidade na cobertura e reduzir barreiras de acesso, tanto geográficas quanto econômicas. A reestruturação da rede de mamógrafos do SUS em Minas Gerais, acompanhada de planejamento regional integrado, é fundamental para assegurar justiça social e eficácia no controle do câncer de mama.

Biografía del autor/a

Alexandre Vilaça Silva, Departamento de Anatomia e Imagem, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG e Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear, Comissão Nacional de Energia Nuclear, Belo Horizonte, MG.

Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Belo Horizonte (FACISA-BH) em 2015. Atualmente é discente do curso de Radiologia na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e bolsista de Iniciação Científica pelo segundo ano consecutivo no Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN). Atua no Laboratório de Imagem Molecular (LIM/CDTN), na linha de pesquisa em micro PET-CT pré-clínico, com ênfase no uso de fantomas cilíndricos para calibração e controle de qualidade de equipamentos.

Carolina Carvalho Freitas, Departamento de Anatomia e Imagem, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG e Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear, Comissão Nacional de Energia Nuclear, Belo Horizonte, MG.

Acadêmica de graduação do curso de Radiologia na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e bolsista de Iniciação Científica no Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN).

Laila Fernanda Moreira de Almeida Moreira de Almeida, Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear, Comissão Nacional de Energia Nuclear, Belo Horizonte, MG.

Mestre em Ciência e Tecnologia das Radiações, Minerais e Materiais pelo CDTN e graduada em Radiologia pela UFMG. Atuou em projetos de pesquisa, extensão e desenvolvimento no CDTN e na Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, com ênfase em controle de qualidade em mamografia. Possui experiência clínica em radiologia convencional, mamografia e radioterapia. Integra a Comissão Técnica de Mamografia do CRTR 3ª Região.

Leandro de Abreu Vieira, Diretoria de Vigilância em Serviços de Saúde, Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG.

Graduado e mestre em Física pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), possui especialização em Microfabricação de Circuitos Integrados (2007) e em Física Médica pela Escola Politécnica Federal de Zurique (ETH Zürich), Suíça (2012). Doutor em Ciências das Radiações pelo Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN), com defesa concluída em 2021. Desenvolve atividades nas áreas de revestimentos (coatings), caracterização de materiais por difração de raios X, análise de amostras industriais e acadêmicas, radioproteção aplicada a ambientes médicos e hospitalares (com ênfase em feixes de baixa e alta energia), bem como em garantia da qualidade em imagenologia médica. Desde 2014, atua na Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, na Diretoria de Vigilância em Serviços de Saúde, e integra o corpo docente da Faculdade IPEMED de Ciências Médicas de Minas Gerais.

Flavia Adriana dos Reis Silva, Diretoria de Vigilância em Serviços de Saúde, Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG e Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear, Comissão Nacional de Energia Nuclear, Belo Horizonte, MG

Graduada em Tecnologia em Radiologia pelo CEFET-MG, com especialização em Proteção Radiológica pela FUMEC e mestrado em Ciência e Tecnologia das Radiações, Minerais e Materiais pelo CDTN. Servidora pública estadual, atua na Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais, na Vigilância Sanitária, como especialista em políticas e gestão da saúde e coordenadora do Programa Estadual de Controle da Qualidade em Mamografia (PECQMamo). É docente no curso Superior de Tecnologia em Radiologia da FACSETE. Possui experiência nas áreas de radiologia médica, saúde coletiva e controle de qualidade em radiodiagnóstico.

Publicado

2026-03-12

Cómo citar

Batista da Conceição, L., Vilaça Silva, A., Carvalho Freitas, C., Moreira de Almeida, L. F. M. de A., de Abreu Vieira, L., & dos Reis Silva, F. A. (2026). Resumo Distribuição de Mamógrafos do SUS em Minas Gerais em 2024: Análise da Cobertura em Relação à População-Alvo. Brazilian Journal of Radiation Technology Research (ISSN 2966-4292), 2(01). https://doi.org/10.70745/bjrtr.v2.111

Número

Sección

Resumos do Congresso Nacional de Radiologia