Resumo Dosimetria interna de pacientes submetidos a cintilografias renais com os programas OLINDA/EXM e MIRDcalc
DOI:
https://doi.org/10.70745/bjrtr.v2.99Palavras-chave:
Medicina Nuclear, Dosimetria Interna, OLINDA/EXM, MIRDcalcResumo
A segurança de pacientes submetidos a procedimentos de medicina nuclear (MN) envolve estimar a dose de radiação proveniente do uso de radiofármacos, através da dosimetria interna (DI). Para estimar a dose efetiva, a DI pode ser realizada utilizando softwares apropriados. O MIRDcalc é uma ferramenta desenvolvida pelo comitê MIRD (Medical Internal Radiation Dose) da Society of Nuclear Medicine and Medical Imaging para a dosimetria de tecidos a nível de órgãos e baseia-se em uma planilha eletrônica Excel, capaz de realizar cálculos de DI considerando o modelo específico de biodistribuição do radiofármaco, com base na implementação do esquema MIRD. O OLINDA/EXM é um software para dosimetria clínica em MN. Seus cálculos também são realizados conforme o formalismo MIRD. Os dois programas possuem bibliotecas de objetos simuladores, baseados em dados da ICRP (International Commission on Radiological Protection) para algumas variações antropomórficas. O objetivo do trabalho foi avaliar a resposta desses programas de DI para o cálculo de dose efetiva nos estudos renais de MN nos quais são usualmente utilizados os radiofármacos 99mTc-DMSA e 99mTc-DTPA. Os resultados foram comparados aos dados referenciais da publicação ICRP 128. Para ambas as ferramentas de DI em MN, cálculos de dose absorvida são provenientes de modelos de biodistribuição do radiofármaco. Os dados para esses radiofármacos foram extraídos da ICRP 128, que oferece modelos de biodistribuição para funções renais normais e anormais para 99mTc-DTPA e função renal normal para o 99mTc-DMSA.
O MIRDcalc apresentou, para modelos adultos normais, a maior diferença (31%) em relação aos valores de referência, enquanto o OLINDA/EXM tem a maior diferença para modelos adultos anormais (20%). A Tabela 2 mostra resultados calculados para 99mTc-DMSA.
O resultado para paciente masculino adulto obtido com o OLINDA/EXM apresentou a maior diferença (29%) comparado aos valores de referência. As diferenças percentuais observadas podem ser explicadas pela estruturação dos dados dos fantomas de cada software. O MIRDcalc baseia-se nos fantomas descritos na ICRP 110, enquanto o OLINDA/EXM tem fantomas híbridos com massas derivadas da ICRP 89. Para a ICRP 128, os dados dos fantomas foram extraídos da ICRP 23, com adaptações decorrentes dos estudos de outros autores. Este estudo demonstrou a relevância dos modelos antropomórficos utilizados para estudos de DI, pois mesmo utilizando biodistribuição iguais em softwares diferentes, houve certa divergência nos valores de E/AA.



