Resumo Desenvolvimento de Phantom radiológico impresso em 3D revestido com pó de osso de galinha
DOI:
https://doi.org/10.70745/bjrtr.v2.194Palavras-chave:
Biomaterial, Impressão 3D, PhantomsResumo
Simuladores radiológicos são ferramentas indispensáveis para treinamento de profissionais e calibração de equipamentos, porém o alto custo e a dificuldade de acesso limitam seu uso em instituições de ensino e saúde. Buscando uma alternativa de baixo custo, este estudo propõe a criação de um phantom radiológico impresso em 3D com filamento de ácido polilático (PLA) e recoberto com pó de osso de galinha, biomaterial rico em cálcio cuja composição se aproxima da matriz mineral do tecido ósseo humano. O trabalho tem como objetivo desenvolver um protótipo capaz de reproduzir de forma mais fiel a densidade radiográfica do osso humano, e para isso, foram delineadas etapas que envolvem a obtenção e processamento do biomaterial, a impressão da estrutura anatômica em PLA e a aplicação do pó sobre o modelo. O desenvolvimento iniciou-se com a coleta dos ossos de galinha, submetidos a limpeza, secagem, moagem e peneiração para alcançar uma granulometria uniforme, seguida da escolha do modelo 3D de uma mandíbula e sua impressão em PLA. O revestimento do phantom com o pó é feito em camadas sucessivas com cola vinílica, enquanto a avaliação da distribuição da densidade é realizada por radiografias digitais analisadas no software ImageJ. Até o momento o projeto encontra-se em andamento, tendo sido concluídas as etapas de moagem, peneiração e a realização de radiografias preliminares, e avançando para a fase de microscopia eletrônica para caracterização detalhada da granulometria e verificação da distribuição das partículas do pó. As análises iniciais já indicam que o pó obtido apresenta composição mineral adequada e boa aderência ao PLA, permitindo cobertura regular do modelo impresso, e as primeiras imagens radiográficas demonstram atenuação de raios X próxima à observada em ossos humanos, embora ajustes no revestimento ainda sejam necessários. Esses resultados parciais reforçam o potencial do uso de ossos de galinha como biomaterial para simuladores, sugerindo que tal abordagem pode substituir alternativas mais caras sem comprometer a qualidade radiológica. Ao integrar impressão 3D e reaproveitamento de subprodutos da indústria alimentícia, este estudo contribui para a democratização do acesso a phantoms de treinamento, favorecendo a otimização de protocolos de exposição e alinhando-se ao princípio da justificação em radioproteção.



