Resumo A influência do exame de Ressonância Magnética na avaliação do TDAH
DOI:
https://doi.org/10.70745/bjrtr.v2.170Palavras-chave:
TDAH; Ressonância magnética; Neuroimagem funcional; fMRI; DTI.Resumo
O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é uma condição
neuropsiquiátrica e complexa, caracterizada por sintomas de desatenção, impulsividade e
hiperatividade. Com os avanços da neuroimagem, a ressonância magnética (RM),
especialmente em suas modalidades funcional (fMRI) e por tensor de difusão (DTI), tem se
mostrado uma ferramenta eficaz na investigação das bases neurobiológicas do TDAH. Este
estudo, de natureza qualitativa e baseado em revisão bibliográfica, teve como objetivo analisar
a influência da RM na avaliação do TDAH, destacando sua contribuição na identificação de
padrões cerebrais atípicos e conectividades alteradas. Os achados revelam alterações funcionais
e estruturais em regiões como o córtex pré-frontal, núcleo caudado, cerebelo e corpo caloso,
além de diferenças de gênero e resposta a medicamentos. Apesar do seu valor investigativo, a
RM ainda apresenta limitações práticas para uso clínico, como o alto custo e a necessidade de
colaboração do paciente. No entanto, sua integração com métodos clínicos, neuropsicológicos
e computacionais, como algoritmos de machine learning, oferece potencial para diagnósticos
mais precisos e tratamentos personalizados. Conclui-se que, embora a RM ainda não seja uma
ferramenta diagnóstica definitiva, seu papel é fundamental na compreensão e avanço do manejo
do TDAH.



