Resumo ESTUDO INICIAL DE CONTROLE DE QUALIDADE CLÍNICO EM RELAÇÃO AO POSICIONAMENTO PARA EXAMES DE MAMOGRAFIA

Autores/as

  • Kailany Machado Gonçalves Domingues Universidade Federal de Minas Gerais
  • Ivânia Ferreira de Souza Universidade Federal de Minas Gerais
  • Luciana Batista Nogueira Universidade Federal de Minas Gerais

DOI:

https://doi.org/10.70745/bjrtr.v2.91

Resumen

O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo, depois do câncer de pele não melanoma. A mamografia apesar de ser o método padrão ouro para o rastreamento e diagnóstico precoce do câncer de mama, perde sensibilidade quando realizada sem adequado rigor de qualidade. O posicionamento clínico é um dos principais fatores que garantem a qualidade das mamografias, e é avaliado por meio do “controle de qualidade clínico”. Os critérios de avaliação utilizados estão padronizados na Portaria de Consolidação Nº 5, de 28 de setembro de 2017 do Ministério da Saúde. O objetivo desse estudo inicial foi avaliar o controle de qualidade clínico em exames de mamografia em relação ao posicionamento. Trata-se de um estudo exploratório quantitativo. Para este, foram analisados 30 exames de mamografia de pacientes típicas no período de um mês, sem histórico de cirurgias mamárias, realizados em um serviço de mamografia de Belo Horizonte. Os critérios de análise utilizados foram: inclusão de todo tecido mamário; mama centralizada no bucky; presença do músculo peitoral; visualização da gordura retromamária; simetria; ausência de dobras na pele; mamilo centralizado; mamilo perfilado; visualização do sulco inframamário; peitoral maior a altura do mamilo e ausência do peitoral menor. A análise foi realizada de forma binária e por pares. Este estudo faz parte da pesquisa “Cenário da Radiologia no Hospital Universitário Assistencial do SUS” (CAAE 71737417.9.0000.5149), no Hospital das Clínicas (HC UFMG/EBSERH). Do total de 11 critérios de análise para as incidências craniocaudal (CC) e médio lateral oblíquo (MLO) foram levantadas 160 não conformidades/erros nas 30 mamografias analisadas, sendo 71 (44%) na incidência CC e 89 (56%) na MLO. A não conformidade de maior índice de ocorrência global foram as “dobras na pele” com 22% do total de erros. Para a incidência CC os erros de posicionamento mais frequentes foram: “músculo peitoral” com 13% e “mama centralizada no bucky” com 9% do total. A respeito da “mama centralizada no bucky”, algumas mamas apresentam volume maior de tecido mamário no quadrante lateral e quando posicionadas no bucky não ficam centralizadas. Já o “músculo peitoral”, segundo a norma vigente, deve ser visto em cerca de 30% dos exames, podendo não ocorrer sua inclusão em todos os casos em virtude das diferenças anatômicas entre pacientes. Para incidência MLO os erros de posicionamento mais frequentes foram: “músculo peitoral na altura do mamilo” com 18% e “sulco inframamário” com 16% do total. Sobre o primeiro, a anatomia da mama pode se tornar um fator limitante na hora do posicionamento adequado, a depender de sua forma e volume, gerando dificuldade na elevação e alinhamento do músculo com o bucky. A elevação insuficiente também influencia diretamente na visualização do sulco inframamário em sua totalidade. A média calculada dos dados foi de 5,3 não conformidades/erros no posicionamento por exame. O padrão de referência da literatura é de 2 erros de posicionamento por exame. Este resultado pode estar relacionado ao perfil das pacientes atendidas no serviço, que na maioria dos casos possuem históricos de comorbidades pré-existentes, sendo consideradas “pacientes atípicas”. Os critérios com maior índice de conformidades/acertos foram: ausência do “músculo peitoral menor” em MLO (100%), visualização da “gordura retromamária” tanto em CC quanto MLO (93%) e o “mamilo perfilado” também avaliado em ambas as incidências (90%). Este estudo inicial corrobora com um dos principais pilares para a padronização e reprodutibilidade da qualidade em mamografia: o posicionamento. A compreensão das dificuldades/limitações do posicionamento permite a criação de treinamentos especializados para gerar melhorias na prática clínica. Devido sua importância, é imprescindível o estudo e aprimoramento contínuo do controle de qualidade clínico aplicado aos serviços de mamografia do país.

Palavras-chave: mamografia; posicionamento; controle de qualidade clínico.

Biografía del autor/a

Kailany Machado Gonçalves Domingues, Universidade Federal de Minas Gerais

Kailany Machado Gonçalves Domingues

Estudante de Radiologia - UFMG

kailanygoncalves04@gmail.com

Ivânia Ferreira de Souza, Universidade Federal de Minas Gerais

Ivânia Ferreira de Souza

Tecnóloga em Radiologia

Hospital das Clínica - UFMG / Ebserh

iviferr@gmail.com

Luciana Batista Nogueira, Universidade Federal de Minas Gerais

Luciana Batista Nogueira
Tecnóloga em Radiologia
Dra em Ciências e Técnicas Nucleares
Departamento de Anatomia e Imagem da FM/UFMG
Departamento de Engenharia Nuclear da EE/UFMG
Membro da ABTER
Imortal da ABCR
Conselheira CRTR-MG
Presidente da CORED-MG
lucibn19@yahoo.com.br

Publicado

2026-03-12

Cómo citar

Machado Gonçalves Domingues, K., Ferreira de Souza, I., & Batista Nogueira, L. (2026). Resumo ESTUDO INICIAL DE CONTROLE DE QUALIDADE CLÍNICO EM RELAÇÃO AO POSICIONAMENTO PARA EXAMES DE MAMOGRAFIA. Brazilian Journal of Radiation Technology Research (ISSN 2966-4292), 2(01). https://doi.org/10.70745/bjrtr.v2.91

Número

Sección

Resumos do Congresso Nacional de Radiologia