Resumo A prática de exercícios físicos durante o tratamento radioterápico: uma revisão da literatura

Autores/as

  • Bruno Nascimento Dias Universidade Federal de Minas Gerais
  • Luciana Batista Nogueira Universidade Federal de Minas Gerais

DOI:

https://doi.org/10.70745/bjrtr.v2.83

Palabras clave:

Radioterapia, Atividade física, Oncologia, Qualidade de vida, Reabilitação

Resumen

O câncer é uma das principais causas de morbimortalidade e seus tratamentos podem gerar efeitos adversos físicos e emocionais que comprometem a qualidade de vida do paciente. A prática de exercícios físicos é proposta como estratégia preventiva e terapêutica no cuidado oncológico, incluindo durante a radioterapia, com potenciais ganhos funcionais, metabólicos e psicossociais. O objetivo deste estudo foi analisar os efeitos da atividade física como estratégia preventiva e terapêutica durante o tratamento radioterápico. A metodologia se baseou em revisão da literatura descritiva e exploratória de estudos científicos publicados entre 2010 e 2024. As pesquisas foram realizadas na plataforma do SciELO e em órgãos regulamentadores da área. A busca utilizou os termos: câncer, radioterapia, atividade física, oncologia, atividade física e câncer/radioterapia. Os dados foram organizados em tabelas para análise, destacando benefícios, aplicabilidade por perfis clínicos e recomendações gerais de prescrição. Os resultados da análise demonstraram que a prática regular de exercícios físicos exerce efeitos amplamente benéficos para pacientes oncológicos em diferentes fases do tratamento, incluindo a radioterapia. Foram selecionados 10 estudos científicos entre 2010 e 2024. Como demonstram Nascimento et al. (2012), Soares (2011) e a Sociedade Brasileira de Atividade Física e Saúde (2023) exercícios aeróbicos, de força, flexibilidade e atividades recreativas oferecem ganhos relevantes, como melhora da capacidade funcional, redução da fadiga, controle do peso corporal e alívio de sintomas emocionais. Freire et al. (2017) e Oncoclínicas (2023) evidenciaram a atuação de maneira positiva sobre a saúde mental, que são eficazes na redução de sintomas de ansiedade e depressão, especialmente em pacientes sob cuidados paliativos. Esses efeitos psicológicos positivos refletem na qualidade de vida e na adesão ao tratamento. De acordo com Corrêa et al. (2019), Sociedade Brasileira de Atividade Física e Saúde (2023), Campos et al. (2022) e Freire et al. (2017), sínteses quantitativas apresentadas evidenciam reduções nos riscos de complicações associadas ao câncer e ao seu tratamento. Entre os principais resultados, destacam-se a diminuição de até 55% nos índices de depressão e ansiedade, redução de até 50% na incidência de sarcopenia, prevenção de osteoporose em até 45%, mitigação dos efeitos de cardiotoxicidade em cerca de 40%, diminuição da síndrome metabólica em aproximadamente 35% e redução de problemas respiratórios em até 30%. Esses números reforçam o impacto clínico da prática supervisionada de exercícios. No caso específico de mulheres em tratamento para câncer de mama, Oliveira et al. (2010) e Félix et al. (2024) relataram que exercícios aos membros superiores, realizados durante ou após a radioterapia, proporcionaram melhora da amplitude de movimento, favoreceram a qualidade de vida e apresentaram potencial na prevenção do linfedema, uma complicação comum nessa população. Para cuidados paliativos, Freire et al (2017) e Ranzi et al. (2019) apontam que intervenções leves, adaptadas à condição clínica, são capazes de preservar a autonomia funcional, atenuar sintomas como dor e fadiga e promover maior sensação de bem-estar. É importante destacar, que a aplicabilidade dessas intervenções varia conforme o tipo de câncer, o estágio da doença e as condições clínicas individuais. Assim, diferentes autores: Nascimento (2012); Ministério da Saúde (2022); Vence Onco (2023); Campos (2022); Soares (2011); Oncoclínicas (2023); Freire (2017); Ranzi (2019); Oliveira (2010); reforçam a necessidade de uma prescrição individualizada e de progressão, respeitando limites de cada paciente. Pode-se concluir que a integração estruturada de programas de exercícios ao plano terapêutico de pacientes submetidos à radioterapia é segura, eficaz e necessária. Quando individualizados por estágio e tipo de câncer, os exercícios promovem ganhos físicos, emocionais e sociais, contribuindo para cuidado oncológico mais humanizado. Recomenda-se capacitação profissional contínua para prescrição, implementação e monitoramento dessas intervenções e a manutenção de protocolos adaptados às limitações e objetivos de cada paciente.

Biografía del autor/a

Bruno Nascimento Dias, Universidade Federal de Minas Gerais

Estudante do 8º período do Curso de Radiologia da Universidade Federal de Minas Gerais

Luciana Batista Nogueira, Universidade Federal de Minas Gerais

Tecnóloga em Radiologia
Dra em Ciências e Técnicas Nucleares
Departamento de Anatomia e Imagem da FM/UFMG
Departamento de Engenharia Nuclear da EE/UFMG
Membro da ABTER
Imortal da ABCR
Conselheira CRTR-MG
Presidente da CORED-MG

Publicado

2026-03-13

Cómo citar

Nascimento Dias, B., & Batista Nogueira, L. (2026). Resumo A prática de exercícios físicos durante o tratamento radioterápico: uma revisão da literatura. Brazilian Journal of Radiation Technology Research (ISSN 2966-4292), 2(01). https://doi.org/10.70745/bjrtr.v2.83

Número

Sección

Resumos do Congresso Nacional de Radiologia