Resumo USO DO RAIO-X PORTÁTIL PRÉ-HOSPITALAR NA CENA DE ACIDENTES

Autores/as

  • Rafael de Almeida Brandão PROFURG/UEM
  • William Cézar Cavazana PROFURG/UEM

DOI:

https://doi.org/10.70745/bjrtr.v2.57

Palabras clave:

Radiologia, Raio-X portátil, Atendimento pré-hospitalar, Proteção radiológica, Regulamentação

Resumen

Resumo expandido

O avanço tecnológico na radiologia tem viabilizado o uso de equipamentos portáteis, como o raio-X portátil, no atendimento pré-hospitalar, permitindo a triagem inicial de vítimas de trauma diretamente na cena de acidentes. Contudo, no Brasil, a ausência de regulamentação específica para essa aplicação gera desafios técnicos, normativos e de segurança radiológica, impactando a eficácia e a segurança do atendimento emergencial [8]. Este estudo objetiva analisar a viabilidade e as implicações do uso do raio-X portátil no contexto pré-hospitalar, considerando aspectos técnicos, regulatórios, de proteção radiológica e segurança ocupacional. Os objetivos específicos incluem: (1) comparar raio-X fixo e portátil quanto à qualidade de imagem e dose de radiação; (2) avaliar legislações nacionais e internacionais; (3) investigar princípios de física radiológica e dosimetria; e (4) propor recomendações para regulamentação.

A metodologia consistiu em uma revisão de literatura qualitativa, com busca em bases como PubMed, Scopus, Web of Science, SciELO e BVS, utilizando palavras-chave como ”raio-X portátil”, ”radiologia pré-hospitalar” e ”proteção radiológica”. Foram incluídos artigos publicados entre 2020 e 2025, normas oficiais e estudos relevantes, selecionando-se 14 referências após triagem de 87 documentos. A análise foi descritiva e interpretativa, organizando os achados em categorias temáticas.

Os resultados indicam que o raio-X portátil facilita o diagnóstico inicial de lesões traumáticas, reduzindo o tempo até a decisão clínica [4]. Contudo, enfrenta barreiras como a ausência de normativas específicas no Brasil [9], desafios de proteção radiológica em ambientes abertos, com riscos de exposição excessiva [5], e a necessidade de capacitação para operadores [1]. A inteligência artificial foi identificada como uma solução para melhorar a qualidade de imagens e reduzir erros diagnósticos [10], compensando limitações técnicas do equipamento portátil, como menor resolução [3].

A discussão destaca que países como EUA e Japão possuem diretrizes para uso em emergências [7], enquanto no Brasil a RDC 611/22, que substituiu a RDC 330/19, não abrange cenários pré-hospitalares, limitando-se a ambientes hospitalares [2]. Limitações incluem variações de dose e riscos ocupacionais cumulativos [6], exigindo monitoramento contínuo e treinamento. A regulamentação deve incluir protocolos de segurança, limites de dose e integração de IA para maior precisão diagnóstica.

Conclui-se que a regulamentação do raio-X portátil é essencial para garantir segurança e eficácia no atendimento pré-hospitalar. Recomenda-se atualizar normas brasileiras, estabelecer protocolos de proteção radiológica e capacitar profissionais, alinhando inovação tecnológica à biossegurança.

Biografía del autor/a

William Cézar Cavazana, PROFURG/UEM

Doutor em Ciências pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas(UNICAMP). Mestre em Ciências da Saúde pela Universidade Estadual de Maringá(UEM) Professor Adjunto de Cirurgia Plástica na Universidade Estadual de Maringá. Coordenador Adjunto do Curso de Mestrado em Gestão, Tecnologia e Inovação em Urgência e Emergência do Departamento de Medicina da UEM. Preceptor da Residência em Cirurgia Geral da UEM. Coordenador da Residência em Medicina Intensiva do Hospital da Providência de Apucarana. Médico graduado pela Faculdade Evangélica do Paraná (1993). Residências em Cirurgia Geral pela Irmandade de Misericórdia de Campinas e Cirurgia Plástica pela Universidade Estadual de Campinas com área de atuação em Cirurgia Craniomaxilofacial, Membro Titular Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Especialista em Cirurgia Plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e Associação Médica Brasileira, também é Especialista em Medicina Intensiva pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira e Associação Médica Brasileira. Segundo-Tenente Médico da Reserva(R2) do Serviço de Saúde do Exército Brasileiro. Atua com pesquisa principalmente nos seguintes temas: cirurgia plástica corporal, lipoaspiração ultrassônica, lipoescultura de definição, cicatrização, cirurgia plástica mamária de redução e aumento,, ritidoplastias, cirurgia video-endoscópica e adesivos cirúrgicos, queimaduras, trauma craniomaxilofacial, feridas, gestão de qualidade em urgência e emergência, inovação tecnológica no atendimento de urgência e emergência.

Publicado

2026-03-13

Cómo citar

de Almeida Brandão, R., & Cézar Cavazana, W. (2026). Resumo USO DO RAIO-X PORTÁTIL PRÉ-HOSPITALAR NA CENA DE ACIDENTES. Brazilian Journal of Radiation Technology Research (ISSN 2966-4292), 2(01). https://doi.org/10.70745/bjrtr.v2.57

Número

Sección

Resumos do Congresso Nacional de Radiologia