Resumo USO DO RAIO-X PORTÁTIL PRÉ-HOSPITALAR NA CENA DE ACIDENTES
DOI:
https://doi.org/10.70745/bjrtr.v2.57Palabras clave:
Radiologia, Raio-X portátil, Atendimento pré-hospitalar, Proteção radiológica, RegulamentaçãoResumen
Resumo expandido
O avanço tecnológico na radiologia tem viabilizado o uso de equipamentos portáteis, como o raio-X portátil, no atendimento pré-hospitalar, permitindo a triagem inicial de vítimas de trauma diretamente na cena de acidentes. Contudo, no Brasil, a ausência de regulamentação específica para essa aplicação gera desafios técnicos, normativos e de segurança radiológica, impactando a eficácia e a segurança do atendimento emergencial [8]. Este estudo objetiva analisar a viabilidade e as implicações do uso do raio-X portátil no contexto pré-hospitalar, considerando aspectos técnicos, regulatórios, de proteção radiológica e segurança ocupacional. Os objetivos específicos incluem: (1) comparar raio-X fixo e portátil quanto à qualidade de imagem e dose de radiação; (2) avaliar legislações nacionais e internacionais; (3) investigar princípios de física radiológica e dosimetria; e (4) propor recomendações para regulamentação.
A metodologia consistiu em uma revisão de literatura qualitativa, com busca em bases como PubMed, Scopus, Web of Science, SciELO e BVS, utilizando palavras-chave como ”raio-X portátil”, ”radiologia pré-hospitalar” e ”proteção radiológica”. Foram incluídos artigos publicados entre 2020 e 2025, normas oficiais e estudos relevantes, selecionando-se 14 referências após triagem de 87 documentos. A análise foi descritiva e interpretativa, organizando os achados em categorias temáticas.
Os resultados indicam que o raio-X portátil facilita o diagnóstico inicial de lesões traumáticas, reduzindo o tempo até a decisão clínica [4]. Contudo, enfrenta barreiras como a ausência de normativas específicas no Brasil [9], desafios de proteção radiológica em ambientes abertos, com riscos de exposição excessiva [5], e a necessidade de capacitação para operadores [1]. A inteligência artificial foi identificada como uma solução para melhorar a qualidade de imagens e reduzir erros diagnósticos [10], compensando limitações técnicas do equipamento portátil, como menor resolução [3].
A discussão destaca que países como EUA e Japão possuem diretrizes para uso em emergências [7], enquanto no Brasil a RDC 611/22, que substituiu a RDC 330/19, não abrange cenários pré-hospitalares, limitando-se a ambientes hospitalares [2]. Limitações incluem variações de dose e riscos ocupacionais cumulativos [6], exigindo monitoramento contínuo e treinamento. A regulamentação deve incluir protocolos de segurança, limites de dose e integração de IA para maior precisão diagnóstica.
Conclui-se que a regulamentação do raio-X portátil é essencial para garantir segurança e eficácia no atendimento pré-hospitalar. Recomenda-se atualizar normas brasileiras, estabelecer protocolos de proteção radiológica e capacitar profissionais, alinhando inovação tecnológica à biossegurança.



