Resumo Utilização de pó de casca de ovo como cobertura de simuladores impressos em 3D
DOI:
https://doi.org/10.70745/bjrtr.v2.190Palabras clave:
Biomaterial, Impressão 3D, SimuladorResumen
Simuladores radiológicos e didáticos desempenham um papel essencial na formação de profissionais da saúde, permitindo treinamentos práticos em um ambiente controlado. No entanto, o alto custo desses equipamentos e o difícil acesso dificultam sua aquisição por instituições de ensino e serviços de saúde em geral. Como alternativa viável, este trabalho propôs o desenvolvimento de um simulador de crânio impresso em 3D utilizando filamento PLA (ácido polilático) revestido com pó de casca de ovo, um biomaterial acessível, rico em cálcio, buscando aproximar-se das propriedades do tecido ósseo humano. O objetivo geral foi produzir um simulador de baixo custo, recoberto com pó de casca de ovo, de modo a se aproximar da densidade do tecido ósseo humano. De forma específica, buscou-se analisar a viabilidade do uso do pó de casca de ovo como biomaterial de recobrimento em simuladores anatômicos impressos em 3D, comparar a densidade radiológica das peças confeccionadas com a do tecido ósseo humano e avaliar a qualidade das imagens radiográficas obtidas, verificando sua similaridade com estruturas ósseas reais. Segundo a RDC 611/2022 (ANVISA), todos os serviços de radiologia diagnóstica ou intervencionista devem implementar o Programa de Educação Permanente (PEP). O uso de simuladores antropomórficos auxilia no treinamento de profissionais, garantindo procedimentos embasados no princípio da justificação. O processo de fabricação envolveu a moagem das cascas de ovos até a obtenção de um pó fino, analisado por microscopia eletrônica de varredura para determinar o tamanho ideal dos grãos. Em seguida, o biomaterial foi aplicado ao crânio impresso utilizando um fixador previamente testado, garantindo aderência homogênea e estabilidade da cobertura. Para avaliar a eficácia do simulador, foram adquiridas imagens radiográficas, analisadas por software especializado para comparação com estruturas ósseas reais. A análise radiográfica realizada no software ImageJ permitiu comparar a distribuição de densidade do simulador desenvolvido com a de simuladores previamente validados e peças anatômicas reais. Os resultados mostraram comportamento da distribuição de densidade radiológica semelhante aos objetos de referência, evidenciado pela análise dos tons de cinza. A ferramenta possibilitou ainda a seleção de regiões anatômicas específicas para mensuração mais precisa. As discrepâncias observadas devem-se à dificuldade de isolar estruturas anatômicas em alguns simuladores de comparação, causando sobreposição de regiões. Conclui-se que o simulador desenvolvido representa uma alternativa de baixo custo e com propriedades radiológicas satisfatórias para fins educacionais em radiologia, contribuindo para o treinamento seguro e efetivo de futuros profissionais da saúde.



