Resumo AcolheIA: Saúde Digital e Radiologia Sem Barreiras para a População Transgênero

AcolheIA: Saúde Digital e Radiologia Sem Barreiras para a População Transgênero

Autores/as

  • Marcos Paulo Serpa Barbosa Uniceplac
  • Davi Aragão Marciano Uniceplac
  • Amanda Moniky Fernandes da Silva Uniceplac
  • Júlia Quintino Nicolau de Melo Uniceplac
  • Weverson Garcia Medeiros Uniceplac
  • Luciano Freitas Sales

DOI:

https://doi.org/10.70745/bjrtr.v2.178

Resumen

Introdução: A população transgênero e não-binária enfrenta barreiras substanciais no acesso aos serviços de saúde, como estigma, discriminação, uso inadequado do nome social e desconhecimento técnico de profissionais. Esses fatores reduzem a procura e a adesão a exames preventivos (UNAIDS, 2020; MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2024). A radiologia, essencial para prevenção e diagnóstico precoce, ainda não está plenamente preparada para acolher esse público, o que contribui para atrasos terapêuticos e subdiagnóstico (AGÊNCIA AIDS, 2023). Nesse cenário, soluções digitais como a AcolheIA, com curadoria e georreferenciamento, podem atuar como ponte entre a comunidade trans e serviços radiológicos afirmativos, promovendo acolhimento e qualidade técnica. Objetivo: Apresentar a plataforma AcolheIA e discutir suas contribuições para a radiologia, com foco em estratégias de educação em imagem, mapeamento de serviços afirmativos e recomendações práticas de exames de imagem voltados à população transgênero. Metodologia: O AcolheIA será desenvolvido em 2026 como projeto de Iniciação Científica no UNICEPLAC, integrando os cursos de Radiologia, Análise e Desenvolvimento de Sistemas (ADS), Engenharia de Software e Psicologia. O processo envolverá desenvolvimento tecnológico aliado à revisão bibliográfica em bases como SciELO e PubMed, além de documentos oficiais (Ministério da Saúde, UNFPA, UNAIDS). As funcionalidades planejadas para a plataforma incluem: (a) conteúdos educativos em imagem; (b) Mapa de Acolhimento para unidades de radiologia; (c) fluxos informativos via chatbot para preparo e orientação pré/pós-exame; (d) consulta à comunidade e especialistas para validação do material. Essa metodologia colaborativa permitirá aliar fundamentos técnicos da radiologia à programação computacional, usabilidade digital e acolhimento psicológico, garantindo desenvolvimento científico, ético e inclusivo. Resultados: A estrutura da AcolheIA foi organizada em quatro módulos principais: Chatbot Inteligente (IA): orientações sobre preparo de exames (mamografia, ultrassonografia), esclarecimento sobre indicações e limitações, além de encaminhamento a avaliação clínica quando necessário. Mapa de Acolhimento (georreferenciamento): listagem de clínicas de radiologia com práticas afirmativas (uso do nome social, protocolos de privacidade, equipe treinada). Biblioteca de Conteúdo (educação em imagem): guias ilustrados e materiais produzidos por radiologistas, abordando exames como mamografia, ultrassonografia pélvica e de mamas, além de orientações sobre Papanicolau quando aplicável. Comunidade Segura (suporte): fórum moderado onde pacientes compartilham experiências sobre a realização de exames de imagem, avaliando acolhimento e acessibilidade. A plataforma também sugere orientações específicas para exames preventivos em pacientes transgênero, como vigilância mamária para homens trans, rastreamento do colo uterino quando presente, e avaliação de mamografia/ultrassonografia em mulheres trans em uso de estrogênio. Essas estratégias podem reduzir receios, melhorar o preparo para exames, aumentar a adesão ao rastreamento e aprimorar a qualidade das imagens obtidas, em consonância com recomendações recentes s

 

sobre atenção à população LGBTQIA+ (UNFPA, 2024). Conclusão: A AcolheIA configura-se como uma ferramenta estratégica para ampliar o acesso, o acolhimento e a prevenção em saúde na comunidade transgênero e não-binária. Sua integração à radiologia potencializa a adesão a exames preventivos (mamografia, ultrassonografia e rastreamento do colo uterino), melhora a qualidade das imagens por meio de melhor preparo e contribui para reduzir desigualdades no diagnóstico. A combinação entre tecnologia digital e práticas afirmativas de acolhimento representa avanço importante para a qualidade e a evolução da radiologia no contexto da saúde inclusiva (AGÊNCIA BRASIL, 2024; UNAIDS, 2020; MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2024).

 

Palavras-chave: Saúde digital; Radiologia; População transgênero; Mamografia; Ultrassonografia; Acesso à saúde.

Biografía del autor/a

Marcos Paulo Serpa Barbosa, Uniceplac

Discente de ADS do Uniceplac.

Davi Aragão Marciano, Uniceplac

discente de ADS do Uniceplac.

Amanda Moniky Fernandes da Silva, Uniceplac

Discente de Radiologia do Uniceplac.

Júlia Quintino Nicolau de Melo, Uniceplac

Discente de Radiologia do Uniceplac.

Weverson Garcia Medeiros, Uniceplac

Docente de ADS do Uniceplac.

Publicado

2026-03-10

Cómo citar

Serpa Barbosa, M. P., Aragão Marciano, D., Moniky Fernandes da Silva, A., Quintino Nicolau de Melo, J., Garcia Medeiros, W., & Freitas Sales, L. (2026). Resumo AcolheIA: Saúde Digital e Radiologia Sem Barreiras para a População Transgênero: AcolheIA: Saúde Digital e Radiologia Sem Barreiras para a População Transgênero. Brazilian Journal of Radiation Technology Research (ISSN 2966-4292), 2(01). https://doi.org/10.70745/bjrtr.v2.178

Número

Sección

Resumos do Congresso Nacional de Radiologia