Resumo Tomografia Computadorizada como Ferramenta Estratégica no Seguimento de Metástases Pulmonares do Câncer de Mama

Autores/as

  • Ana Carolina Trevisan Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - HC FMRP-USP
  • Luciana Sampaio Amâncio FATESA
  • Maria Elvira Santana Lima FATESA
  • Thamires Cristina Gonçalves Do Nascimento Peixinho FATESA

DOI:

https://doi.org/10.70745/bjrtr.v2.114

Palabras clave:

Câncer de mama; Metástase Pulmonar; Tomografia Computadorizada

Resumen

Introdução: O câncer de mama é a neoplasia maligna mais frequente entre as mulheres e continua sendo uma das principais causas de mortalidade oncológica mundial. Embora os avanços no rastreamento e nas terapias sistêmicas tenham melhorado o prognóstico, uma parcela significativa das pacientes evolui para doença metastática, estágio em que o tratamento é paliativo e o objetivo central passa a ser prolongar a sobrevida e manter qualidade de vida. Os pulmões estão entre os sítios mais acometidos por metástases do câncer de mama, podendo apresentar-se sob diferentes padrões radiológicos, como múltiplos nódulos arredondados, micronodulose difusa, linfangite carcinomatosa e envolvimento pleural. A identificação precoce dessas alterações é essencial para orientar condutas terapêuticas. A tomografia computadorizada (TC) é atualmente o método de imagem de maior sensibilidade e especificidade para avaliação do tórax em oncologia, superando o raio-x convencional na detecção de lesões pequenas e no monitoramento da resposta a diferentes modalidades de tratamento. Além disso, possibilita mensurações padronizadas de lesões-alvo segundo critérios como RECIST 1.1 e iRECIST, fundamentais em ensaios clínicos e na prática clínica diária. Diante da importância crescente da oncologia personalizada, a TC se consolida como ferramenta estratégica para guiar decisões terapêuticas, avaliar complicações associadas e auxiliar na distinção entre progressão tumoral e efeitos adversos das terapias. Objetivo: Avaliar a importância da TC como ferramenta estratégica no seguimento de metástases pulmonares do câncer de mama, destacando aspectos técnicos, padrões radiológicos relevantes, critérios de resposta terapêutica e recomendações de acompanhamento seriado. Material e Métodos: Para isso, foi realizada uma revisão narrativa da literatura em bases como PubMed e Scielo, abrangendo publicações entre 2017 e 2024. Foram incluídas revisões sistemáticas, diretrizes internacionais da ESMO e NCCN, além de consensos sobre critérios de resposta tumoral, como RECIST 1.1 e iRECIST. Resultados e Discussão: Foi evidenciado que a TC de tórax é considerada padrão-ouro para o estadiamento e reestadiamento do câncer de mama metastático, devido à sua capacidade de detectar nódulos subcentimétricos e caracterizar padrões pulmonares específicos. A TC supera a radiografia de tórax na detecção precoce de micronódulos e alterações estruturais iniciais, possibilitando diagnósticos antecipados e intervenções oportunas. No acompanhamento terapêutico, a realização de exames seriados em intervalos de 8 a 16 semanas, ajustados ao esquema sistêmico, permite a mensuração precisa de lesões-alvo conforme RECIST 1.1, bem como a avaliação de padrões não mensuráveis como linfangite carcinomatosa e derrame pleural. Além disso, a TC auxilia na diferenciação entre progressão tumoral e condições benignas, como pneumonite induzida por drogas ou infecções oportunistas, evitando condutas desnecessárias. Nos cenários de imunoterapia, a aplicação do iRECIST torna-se especialmente relevante para reconhecer quadros de pseudoprogressão. Também se destaca a importância de protocolos de dose otimizados, que utilizam cortes finos entre 1 e 1,5 mm, reconstruções multiplanares e algoritmos iterativos, garantindo qualidade diagnóstica adequada com menor exposição cumulativa à radiação. Em casos indeterminados, particularmente em nódulos maiores que 8 mm com comportamento duvidoso, a integração da TC com o PET/CT pode fornecer informações metabólicas adicionais que auxiliam na definição da conduta. Conclusão: Conclui-se que a TC é uma ferramenta estratégica indispensável no seguimento de metástases pulmonares do câncer de mama, pois permite diagnóstico precoce, monitoramento objetivo da resposta terapêutica e maior segurança na tomada de decisões clínicas. Seu uso sistemático, aliado à padronização técnica e à integração multidisciplinar, contribui para prolongar a sobrevida e otimizar a qualidade de vida das pacientes. A adoção de protocolos de baixa dose e a possibilidade de complementação com PET/CT ampliam ainda mais seu valor no contexto da oncologia moderna.

Biografía del autor/a

Luciana Sampaio Amâncio, FATESA

Aluna do curso superior de Tecnologia em Radiologia

Maria Elvira Santana Lima, FATESA

Aluna do curso superior de Tecnologia em Radiologia

Thamires Cristina Gonçalves Do Nascimento Peixinho, FATESA

Aluna do Curso Superior de Tecnologia em Radiologia

Publicado

2026-03-12

Cómo citar

Trevisan, A. C., Luciana Sampaio Amâncio, Santana Lima, M. E., & Gonçalves Do Nascimento Peixinho, T. C. (2026). Resumo Tomografia Computadorizada como Ferramenta Estratégica no Seguimento de Metástases Pulmonares do Câncer de Mama . Brazilian Journal of Radiation Technology Research (ISSN 2966-4292), 2(01). https://doi.org/10.70745/bjrtr.v2.114

Número

Sección

Resumos do Congresso Nacional de Radiologia