Resumo Mamografia em uma cidade do sul do Brasil: Fatores que Influenciam a Não Realização
DOI:
https://doi.org/10.70745/bjrtr.v2.84Keywords:
Mamografia, Acesso à saúdeAbstract
O câncer de mama é a neoplasia mais incidente entre mulheres brasileiras, com previsão de mais de 70 mil novos casos anuais entre 2023 e 2025, principalmente nas regiões Sul e Sudeste. A mamografia é considerada o principal método de rastreamento precoce e redução da mortalidade, indicada para mulheres entre 50 e 69 anos, embora algumas entidades ampliem essa faixa e incluam exames complementares para grupos de risco. Apesar de sua importância, observa-se alta taxa de ausência ou desistência em exames previamente agendados, o que compromete a efetividade das políticas públicas. Este estudo tem como objetivo identificar os fatores que levam mulheres residentes em uma cidade no sul do Brasil, com 35 anos ou mais, a não realizarem mamografias agendadas. Pretende-se compreender barreiras socioeconômicas, culturais, emocionais e estruturais que influenciam esse comportamento, a fim de subsidiar estratégias de conscientização, mobilização comunitária e ampliação da cobertura dos programas preventivos. A metodologia é de natureza mista, com aplicação de questionário semiestruturado, presencial e online (Google Forms). O instrumento inclui variáveis socioeconômicas, hábitos de vida, condições de saúde autorreferidas e aspectos emocionais. A amostra contempla mulheres com idade mínima de 35 anos. Os dados quantitativos serão analisados por estatística descritiva, enquanto as respostas qualitativas passarão por análise de conteúdo. Ainda em andamento, a pesquisa espera revelar os principais fatores que levam à desistência ou ausência, como dificuldades econômicas, baixa escolaridade, problemas de transporte, medo ou ansiedade em relação ao exame, além de falhas estruturais do sistema público, como longas filas de espera e indisponibilidade de vagas. Também se busca mapear desigualdades no acesso, especialmente entre mulheres em situação de vulnerabilidade social. Os resultados poderão apoiar a formulação de políticas públicas mais eficazes e adequadas às necessidades locais, contribuindo para a redução das desigualdades no diagnóstico precoce. A pesquisa também reforça a integração entre ensino, pesquisa e extensão, aproximando o IFSC de instituições sociais, como a Associação Brasileira de Portadores de Câncer (AMUCC) e a Rede Feminina de Combate ao Câncer (RFCC). Compreender os motivos da não realização de mamografias é essencial para fortalecer campanhas educativas, elaborar protocolos de acolhimento e implementar ações preventivas mais inclusivas, com impacto direto na qualidade de vida das mulheres.



