Resumo SBRT guiada por RM no Câncer de Pâncreas: Uma Abordagem Bibliométrica
DOI:
https://doi.org/10.70745/bjrtr.v2.80Keywords:
Radiocirurgia, Ressonância magnética, SBRT, Câncer de pâncreas.Abstract
Introdução: Segundo os dados do Instituto Nacional de Câncer (2022), no Brasil é estimada para o triênio de 2023 a 2025 a ocorrência de cerca de 10.980 novos casos de câncer de pâncreas por ano. Tendo como referência o estado de Alagoas, dados de morbidade e mortalidade coletados no DATASUS para o ano de 2023, permitem compreender melhor o impacto da doença. Nesse ano, foram registradas 228 internações e 140 óbitos em decorrência do câncer de pâncreas, com aproximadamente 91,4% dessas mortes ocorrendo na população entre 50 e 80 anos, evidenciando sua associação ao envelhecimento. Por não apresentar sintomas nas fases iniciais, o diagnóstico tardio é comum e o prognóstico, extremamente desfavorável (INCA, 2022). Nesse contexto, a radioterapia estereotáxica corporal (SBRT) tem emergido como uma modalidade promissora para o tratamento de tumores localmente avançados. A integração da ressonância magnética (RM) no planejamento, execução e acompanhamento da SBRT tem demonstrado potencial para melhorar a precisão do tratamento, reduzir toxicidades e aumentar a eficácia terapêutica. Objetivo: Este estudo objetiva mapear e avaliar as evidências científicas sobre aplicação, eficácia e segurança da RM na SBRT para câncer de pâncreas. Métodos: O presente estudo, de natureza bibliométrica, foi conduzido de acordo com o modelo ProKnow-C. A pesquisa foi realizada na base de PubMed utilizando os termos "Radiosurgery AND 'Magnetic Resonance' AND "Pancreatic Neoplasms" no período de 27 de fevereiro a 14 de março de 2025. Inicialmente, obteve-se um banco de artigos brutos, composto por 54 publicações. Procedeu-se à leitura dos títulos e resumos, resultando na exclusão de 24 trabalhos que não se alinhavam diretamente ao tema de interesse. Após todas as etapas de seleção e refinamento, a amostra final foi composta por 23 publicações. Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva (Microsoft Excel) e visualização bibliométrica com o software VOSviewer. Resultados: Foram incluídos estudos publicados entre 2018 e 2024, com foco em ensaios clínicos, estudos prospectivos e retrospectivos que avaliaram a aplicação da RM na SBRT para câncer de pâncreas. Os trabalhos de Bohoudi O et. al, Chuong MD et. al, van Sörnsen de Koste JR et. al, El-Bared N et. al, Hall WA et. foram os de maior reconhecimento científico da amostra devido o seu número de citações 316, 159, 123, 84, e 69 respectivamente. A análise de co-autores, evidenciou 4 clusters expondo a relação entre os pesquisadores e seus grupos de pesquisa. O cluster em que os autores-chave são Chuong, Ucar, Hoffe, Aparo S. e Frakes JM é o maior e mais recente grupo observado. O indicador de ocorrências de palavras-chave demonstra que a “MRI” está intimamente ligada a termos como “local control”, “toxicity”, “organisat risk” e “treatment outcome”, evidenciando sua importância tanto no planejamento quanto na execução de terapias precisas e personalizadas. A conexão entre “MRI” e “MR-guided radiotherapy” reflete a tendência atual de utilizar técnicas avançadas de imagem para melhorar a precisão da entrega da dose de radial. Infere-se dos trabalhos que a RM tem sido utilizada para guiar a adaptação diária do tratamento, permitindo a entrega de doses ablativas com segurança, a redução do tempo de contorno e otimização dos órgãos de risco (OARs), mantendo a cobertura do alvo e minimizando a dose nos tecidos saudáveis (BOHOUDI et al.,2017, CHUONG et al., 2023 e NUGENT et al., 2024). Conclusão: A SBRT guiada por RM é uma abordagem promissora para o tratamento de câncer de pâncreas localmente avançado e limítrofe ressecável, com evidências robustas de segurança e eficácia. A precisão no delineamento de tumores e OARs, combinada com técnicas de adaptação on-line, tem potencial para melhorar os desfechos clínicos e reduzir a toxicidade.



