Resumo As Consequências das Aplicações da Radiação Ionizante na Indústria Médica e de Alimentos

As Consequências das Aplicações da Radiação Ionizante na Indústria Médica e de Alimentos

Authors

  • Marcus Vinicius Ribeiro Ferreira Ribeiro Ferreira Uniceplac
  • Luciano Freitas Sales
  • Josiane Guerreiro Galdino Uniceplac
  • Vera Lúcia Teodoro dos Santos Souza Uniceplac
  • Maria do Socorro de Lima Silva Uniceplac
  • Ana Carolina Santos Aguiar Santos Aguiar Uniceplac

DOI:

https://doi.org/10.70745/bjrtr.v2.197

Abstract

Introdução: A radiação ionizante é amplamente utilizada na medicina, na esterilização de instrumentos e em diagnósticos por imagem, como radiografias e tomografias, contribuindo para avanços no diagnóstico precoce e tratamento de doenças (Jahng et al., 2025; Miousse et al., 2017). Na indústria de alimentos, ela é empregada na conservação microbiológica, embora possa alterar as propriedades dos materiais de contato, exigindo controle rigoroso (Ashfaq et al., 2020). Avanços em nanomateriais melhoraram a dosimetria, aumentando a precisão na medição de doses de radiação (Aboelezz e Pogue, 2023). Além disso, macroalgas marinhas, ricas em compostos bioativos, destacam-se na cosmética por suas propriedades antioxidantes e de proteção celular contra radiações UV (Thiyagarasaiyar et al., 2020). Objetivo: Analisar as consequências das aplicações da radiação ionizante na indústria médica e de alimentos, destacando seus benefícios, riscos, desafios na implementação de protocolos de segurança e impacto ambiental, com o intuito de promover o uso mais seguro e eficiente dessas tecnologias. Metodologia: Para a elaboração desta revisão, foram analisados estudos publicados que abordam as aplicações da radiação ionizante na indústria médica, de alimentos, na dosimetria, no uso de nanomateriais e macroalgas marinhas. A pesquisa foi conduzida nas principais bases de dados acadêmicos, como PUBMED, SCOPUS, “Web of Science”, utilizando os seguintes termos de busca: “radiação ionizante”, “proteção radiológica”, “nanomateriais”, “dosimetria”, “macroalgas”, “cosméticos”, “indústria médica” e “indústria de alimentos”. Esses termos foram combinados por meio de operadores booleanos (“e”, “ou”, “não”) para refinar os resultados. Inicialmente, foram identificados 20 trabalhos relevantes. Após análise dos, foram selecionados 08 estudos que apresentaram maior pertinência, qualidade metodológica e atualidade, considerando-se publicações entre 2015 e 2025. A seleção final foi realizada com base na relevância dos resultados apresentados, na diversidade das aplicações abordadas e na confiabilidade das fontes. Resultados: Os estudos indicam que a radiação ionizante provoca alterações epigenéticas, como a metilação do DNA, que podem influenciar processos carcinogênicos (MIOUSSE et al., 2017). Exposições prolongadas também elevam o risco de doenças cardiovasculares, incluindo valvulopatias e hipertensão, mesmo após anos da exposição (JAHNG et al., 2024). Na área de cosméticos, as macroalgas marinhas destacam-se por seus bioativos que promovem efeitos antioxidantes, anti-inflamatórios, anti-envelhecimento e anticancerígenos, além de protegerem a pele contra radiações UV (THIYAGARASAIYAR et al., 2020). Essas algas, adaptadas a condições adversas, produzem compostos como fucoidan, fucoxantina e MAAs, que atuam na proteção celular e na redução de radicais livres, além de terem potencial na fixação de carbono, contribuindo para benefícios ambientais (KRISHNAPRIYA et al., 2020). Por outro lado, avanços em nanomateriais têm possibilitado melhorias na dosimetria por radiação, com nanossensores como nanopartículas de fosfatos, sulfatos, que oferecem maior sensibilidade, linearidade e estabilidade, facilitando a detecção e medição de doses (ABOELEZZ e POGUE, 2023). Esses materiais também aprimoram técnicas como TL, OSL, ESR, além de aplicações em géis e polímeros, contribuindo para dosimetria mais precisa e eficiente. Conclusão: A radiação ionizante oferece benefícios na medicina, alimentos e cosméticos, mas também apresenta riscos à saúde, como alterações epigenéticas e doenças cardiovasculares (JAHNG et al., 2024; MIOUSSE et al., 2017). Tecnologias de nanomateriais melhoraram a precisão da dosimetria (ABOELEZZ e POGUE, 2023), enquanto macroalgas marinhas mostram potencial na proteção contra radiações UV e na sustentabilidade ambiental (THIYAGARASAIYAR et al., 2020). No entanto, o uso seguro depende de regulamentações rigorosas e controle das doses. Conclusão. A radiação ionizante é fundamental para avanços tecnológicos, mas seus riscos exigem protocolos e regulamentações eficientes. Inovações como nanomateriais e macroalgas contribuem para maior segurança e sustentabilidade, destacando a necessidade de estudos contínuos para ampliar seus benefícios de forma responsável.

Palavras-chave: Radiação, segurança, sustentabilidade

Author Biographies

Marcus Vinicius Ribeiro Ferreira Ribeiro Ferreira, Uniceplac

Biólogo e docente do curso de radiologia do Uniceplac.

Josiane Guerreiro Galdino, Uniceplac

Docente de Radiologia do Uniceplac.

Vera Lúcia Teodoro dos Santos Souza , Uniceplac

Coordenadora e docente da Radiologia Uniceplac.

Maria do Socorro de Lima Silva, Uniceplac

Docente da Radiologia Uniceplac.

Ana Carolina Santos Aguiar Santos Aguiar, Uniceplac

Aluna do curso de radiologia do Uniceplac.

Published

2026-03-10

How to Cite

Ribeiro Ferreira, M. V. R. F., Freitas Sales, L., Guerreiro Galdino, J., Teodoro dos Santos Souza , V. L., de Lima Silva, M. do S., & Santos Aguiar, A. C. S. A. (2026). Resumo As Consequências das Aplicações da Radiação Ionizante na Indústria Médica e de Alimentos: As Consequências das Aplicações da Radiação Ionizante na Indústria Médica e de Alimentos. Brazilian Journal of Radiation Technology Research (ISSN 2966-4292), 2(01). https://doi.org/10.70745/bjrtr.v2.197

Issue

Section

Resumos do Congresso Nacional de Radiologia