Resumo Parada Cardiorrespitória Prolongada, Recuperação Total e o Uso da Radiologia para o Diagnóstico: Um Estudo de Caso
DOI:
https://doi.org/10.70745/bjrtr.v2.162Abstract
A parada cardiorrespiratória (PCR) é uma emergência médica caracterizada pela interrupção súbita das funções cardíaca e respiratória, resultando em ausência de pulso, perda da consciência e ventilação. Trata-se de evento de alta gravidade, no qual a recuperação do paciente depende da rapidez da intervenção e da qualidade da reanimação cardiopulmonar (RCP), impactando diretamente a preservação da função neurológica. No Brasil, estimam-se cerca de 200 mil casos anuais, distribuídos entre ambientes intra e extra-hospitalares, predominando em indivíduos do sexo masculino, com média de idade entre 60 e 65 anos e comorbidades como hipertensão e diabetes. Apesar da gravidade, as taxas de sobrevida até a alta hospitalar permanecem baixas, sendo inferiores a 10%. A avaliação de sequelas pós-PCR encontra na radiologia, especialmente na ressonância magnética (RM), um recurso essencial para detecção de lesões hipóxico-isquêmicas cerebrais, utilizando técnicas como difusão (DWI) e coeficiente de difusão aparente (ADC), fundamentais para diagnóstico e prognóstico. Embora os desfechos mais comuns envolvam perdas motoras, sensoriais ou cognitivas, casos atípicos de recuperação neurológica total, mesmo após longos períodos de PCR, desafiam prognósticos previamente desfavoráveis. Nesse contexto, este estudo apresenta um caso clínico em que a paciente permaneceu 35 minutos em PCR e evoluiu sem déficits neurológicos persistentes, discutindo o fenômeno à luz da fisiologia, protocolos de ressuscitação prolongada, aspectos éticos, exames de imagem e evidências científicas, com ênfase no papel da ressonância magnética na definição diagnóstica.



