Resumo Imagem Translacional na Doença de Crohn: Tomografia Computadorizada e Ressonância Magnética para Decisões Terapêuticas

Authors

  • Ana Carolina Trevisan Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - HC FMRP-USP
  • Rafaela   Pena Reis  FATESA
  • Gabriel Silva Santos FATESA
  • José Luiz Toledo Condilo  FATESA
  • Jaqueline Binhardi FATESA
  • Bárbara Garcia Pereira FATESA

DOI:

https://doi.org/10.70745/bjrtr.v2.136

Abstract

Introdução: A Doença de Crohn (DC) é uma enfermidade inflamatória intestinal crônica de etiologia multifatorial, envolvendo fatores genéticos, imunológicos e ambientais, que pode acometer qualquer segmento do trato gastrointestinal, com predileção pelo íleo terminal. O diagnóstico precoce, o acompanhamento adequado e a avaliação de complicações transmural e extraintestinais são fundamentais para reduzir estenoses, fístulas, abscessos e a necessidade de intervenções cirúrgicas. Métodos de imagem, como a Tomografia Computadorizada (TC) e a Ressonância Magnética (RM), desempenham papel essencial no estadiamento, na avaliação da atividade inflamatória e na detecção de complicações. A escolha da modalidade depende de fatores como idade do paciente, frequência de exames, disponibilidade do serviço e contexto clínico. Objetivo: Analisar a contribuição da TC na avaliação da DC, comparando seu desempenho com a RM no diagnóstico, seguimento da doença e na detecção de complicações, discutindo vantagens, limitações e indicações específicas de cada método. Material e Métodos: Realizou-se uma revisão narrativa de artigos publicados entre 2015 e 2024 nas bases PubMed, Scielo e Embase. Foram incluídos estudos clínicos, séries de casos e revisões sistemáticas que abordaram TC (enterotomografia e TC convencional) e RM (enterorressonância) em pacientes com DC. Critérios de análise incluíram sensibilidade e especificidade na detecção de estenoses, inflamação ativa, fibrose e complicações intra-abdominais; vantagens e limitações de cada método; impacto clínico e influência na tomada de decisão terapêutica. Resultados: A TC, especialmente a enterotomografia, apresenta alta eficácia na detecção de complicações transmural e extraintestinais, como abscessos, fístulas, obstruções e perfuração intestinal. Estudos indicam sensibilidade de 80–90% para estenoses e complicações intra-abdominais, com excelente resolução espacial. Suas principais vantagens são rapidez, ampla disponibilidade, menor dependência de cooperação do paciente e precisão na avaliação de complicações agudas. A principal limitação é a exposição à radiação, relevante especialmente em pacientes jovens ou submetidos a exames repetidos. A RM destaca-se por não utilizar radiação e oferecer excelente contraste tecidual, permitindo avaliação da atividade inflamatória, edema parietal, realce da mucosa, fístulas e abscessos. Possui sensibilidade e especificidade comparáveis à TC, com superioridade na diferenciação entre inflamação ativa e fibrose, essencial para decisões terapêuticas como condução clínica ou cirúrgica. Além disso, técnicas funcionais de RM, como sequências de difusão e perfusão, permitem caracterizar a atividade da doença de forma mais precisa. Limitações incluem maior tempo de aquisição, custo elevado, menor disponibilidade, necessidade de cooperação do paciente e possível interferência de movimentos intestinais ou dispositivos metálicos. Na comparação, a TC é indicada em contextos emergenciais para perfuração, abscesso ou obstrução aguda, pela rapidez da aquisição das imagens e abrangência da avaliação. A RM é preferida para acompanhamento ambulatorial, monitoramento de atividade inflamatória, avaliação da resposta terapêutica e redução da exposição cumulativa à radiação. Ambas influenciam diretamente a conduta clínica, permitindo ajuste de terapias imunobiológicas, planejamento cirúrgico e decisões multidisciplinares mais seguras. Conclusão: A TC e RM são técnicas de imagem complementares no diagnóstico e acompanhamento da DC. A TC é rápida, precisa e indicada para avaliação de complicações agudas, enquanto a RM é ideal para seguimento de longo prazo, avaliação de atividade inflamatória e diferenciação de fibrose sem radiação. O uso integrado dessas modalidades, aliado a protocolos padronizados, otimiza a precisão diagnóstica, contribui para manejo individualizado, melhora a tomada de decisão clínica e potencializa o prognóstico dos pacientes. A escolha do método deve considerar o contexto clínico, idade do paciente, frequência de exames e recursos disponíveis, garantindo segurança e eficácia no acompanhamento da Doença de Crohn.

Author Biographies

Rafaela   Pena Reis , FATESA

Aluna do Curso Superior de Tecnologia em Radiologia

Gabriel Silva Santos, FATESA

Aluno do Curso Superior de Tecnologia em Radiologia

José Luiz Toledo Condilo , FATESA

Aluno do Curso Superior de Tecnologia em Radiologia

Jaqueline Binhardi, FATESA

Aluna do Curso Superior de Tecnologia em Radiologia

Bárbara Garcia Pereira, FATESA

Aluna do Curso Superior de Tecnologia em Radiologia

Published

2026-03-12

How to Cite

Trevisan, A. C., PenaReis ,R. , Silva Santos, G., Toledo Condilo , J. L., Binhardi, J., & Garcia Pereira, B. (2026). Resumo Imagem Translacional na Doença de Crohn: Tomografia Computadorizada e Ressonância Magnética para Decisões Terapêuticas. Brazilian Journal of Radiation Technology Research (ISSN 2966-4292), 2(01). https://doi.org/10.70745/bjrtr.v2.136

Issue

Section

Resumos do Congresso Nacional de Radiologia