Resumo Ressonância Magnética para Esclerose Múltipla: Investigar o papel da RM no diagnóstico, tratamento e acompanhamento de uma EM
DOI:
https://doi.org/10.70745/bjrtr.v2.129Keywords:
Ressonância MagnéticaAbstract
A esclerose múltipla (EM) é uma doença inflamatória autoimune do sistema nervoso central, caracterizada por desmielinização e neurodegeneração, que gera importantes repercussões funcionais. Nesse contexto, a ressonância magnética (RM) consolidou-se como a principal ferramenta para diagnóstico, estadiamento e acompanhamento da EM, devido à sua elevada sensibilidade na detecção de lesões desmielinizantes no encéfalo e na medula espinhal. O presente estudo teve como objetivo investigar o papel da RM no diagnóstico, no planejamento terapêutico e no seguimento da EM, com ênfase em protocolos, sequências essenciais e critérios de atividade. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de caráter bibliográfico, dedicada ao acolhimento de pessoas com EM. Foram analisadas diretrizes nacionais e internacionais, os critérios de McDonald (2017) e literatura recente sobre protocolos de RM, além de relatos sobre acesso diagnóstico e monitoramento. Os achados demonstram que a RM é indispensável para evidenciar disseminação no espaço e no tempo (DIS/DIT), permitindo diagnóstico mais precoce e preciso. Sequências T2 e FLAIR destacam placas hiperintensas em regiões típicas, enquanto o T1 pós-contraste diferencia lesões ativas de crônicas, auxiliando na avaliação terapêutica. Protocolos padronizados, em equipamentos de 1,5T ou 3T, garantem reprodutibilidade e comparabilidade entre exames. No seguimento, a RM contribui para a estratégia treat-to-target, monitorando atividade inflamatória e orientando ajustes de tratamento. Conclui-se que a RM é essencial em todas as etapas do cuidado da EM, integrando diagnóstico, acompanhamento e decisão terapêutica, fortalecendo o manejo baseado em evidências.



