Análise dos Procedimentos Hemodinâmicos Suspensos em um Hospital Universitário:
Origem dos pacientes, Especialidades e Causas das Suspensões.
DOI:
https://doi.org/10.70745/bjrtr.v2.47Palavras-chave:
Hemodinâmica, Procedimentos suspensos, Radiologia, Hospital UniversitárioResumo
O aumento na incidência de procedimentos intervencionistas em hospitais integrantes do Sistema Único de Saúde (SUS) evidenciam a importância da análise de fatores que podem impactar na sua realização, sobretudo em instituições universitárias que acumulam funções assistenciais, de ensino e pesquisa. A Hemodinâmica desempenha papel essencial no diagnóstico e no tratamento de diversas doenças de alta complexidade, o que torna fundamental garantir o pleno funcionamento desses serviços. Nesse contexto, as suspensões de procedimentos representam um desafio significativo para a gestão hospitalar, afetando tanto a qualidade da assistência ao paciente quanto o uso eficiente de recursos humanos, materiais e tecnológicos. Este estudo teve como objetivo identificar e analisar as principais causas de suspensão de procedimentos hemodinâmicos em um hospital universitário público, no período de janeiro a dezembro de 2024. Trata-se de um estudo retrospectivo, de abordagem quantitativa e caráter descritivo, que avaliou 1.505 procedimentos agendados, considerando a origem dos pacientes (internos, externos e de outras instituições), as especialidades envolvidas, o tempo de espera para realização do procedimento, idade dos pacientes e os motivos específicos das suspensões. Os resultados mostram que, do total de procedimentos agendados, 905 (60,2%) eram de pacientes internados, 422 (28,1%) de pacientes externos e 178 (11,8%) provenientes de outras instituições. O tempo médio de espera para realização do procedimento foi de 2 dias para internados, 20 dias para externos e 0 dias para pacientes de outras instituições. Entre as principais razões para a suspensão, destacam-se o preparo inadequado do paciente, problemas no agendamento, falta de equipe disponível e questões administrativas, sendo os pacientes externos os mais afetados. O longo tempo de espera para esse grupo evidenciou fragilidades no fluxo de atendimento, apontando para a necessidade de revisar processos específicos para esses casos. Esses achados evidenciam a importância de investir na melhoria dos processos de agendamento, na comunicação entre as equipes e nos protocolos de preparo, visando à redução das suspensões e ao melhor aproveitamento dos recursos disponíveis. A compreensão dos padrões relacionados às suspensões possibilita o planejamento de estratégias para tornar o atendimento mais eficiente, organizado e humanizado, beneficiando diretamente os pacientes do SUS por meio de cuidados de maior qualidade. O estudo contribui para que a gestão hospitalar desenvolva ações corretivas e preventivas, favorecendo a segurança e a experiência dos pacientes. Além disso, os dados apresentados ampliam o conhecimento na área de gestão hospitalar e podem subsidiar decisões em outras instituições públicas de saúde da rede SUS.



